Os aplicativos voltados para o ensino de idiomas possuem pontos a serem melhorados, segundo uma pesquisa da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, em parceria com a Universidade de Lüneburg, na Alemanha. Os pesquisadores avaliaram os 50 aplicativos melhores posicionados nos rankings da Google Play e do iTunes App Store, após a pesquisa pelas palavras-chave “aprendizagem de línguas”.

Segundo os autores, a maioria dos aplicativos atualmente no mercado tende a ensinar unidades de vocabulário em blocos isolados e não em contextos relevantes.  “Em segundo lugar, muitos aplicativos tendem a não se adaptar às habilidades individuais dos alunos e oferecem um feedback corretivo mínimo aos estudantes”, denuncia a publicação. “Essas descobertas fornecem aspectos a serem focados pelos aplicativos de aprendizado de idiomas da próxima geração”, recomenda.

Para os autores, há ainda a necessidade de melhorar o design dos aplicativos, visando oferecer uma escrita contextualizada. “Assim, os usuários começarão a processar mais do que palavras individuais e vocabulário básico”, analisa.

O mesmo vale para a elaboração de recursos que promovam uma experiência de aprendizagem personalizada, tanto em termos de conteúdo quanto de feedback. “Desse modo, a tecnologia educacional de idiomas pode se voltar para um modelo mais comunicativo e holístico”, finaliza.

Confira a pesquisa completa, em inglês (https://polipapers.upv.es/index.php/eurocall/article/view/6402/7213)

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