A tecnologia é vista como uma saída esperançosa para ajudar os estudantes a combaterem as fake news. Contudo, o caminho ainda será longo. Em um estudo do Massachusetts Institute of Technology (MIT) em parceria com o Qatar Computing Research Institute (QCRI) e a Universidade Sofia (Bulgária), foram testadas 900 variáveis para prever a confiabilidade de um meio de comunicação. O resultado final foi que mesmo a melhor inteligência artificial para detectar notícias falsas se mostrou falha.

Para identificar uma fonte de notícias falsas em tempo quase real, os pesquisadores treinaram o sistema usando variáveis que poderiam ser tabuladas independentemente de checagens humanas. Estas incluíram análises do conteúdo – como a estrutura da frase das manchetes e a diversidade de palavras usadas nos artigos; indicadores gerais do site, como a estrutura da URL e o tráfego do website; e medidas da influência do canal, como o engajamento de mídia social.

Ambiente confuso

Quando o assunto são as fakes news, um estudo encomendado pela Fundação Knight, nos Estados Unidos, revelou que um ambiente informacional confuso prejudica os jovens no momento de identificar notícias falsas.
Em uma semana, 93% dos estudantes pesquisados receberam notícias por meio de conversas com colegas e 89% de mídias sociais. Além disso, 76% recorreram a jornais online e somente 33% se informaram por publicações impressas. Os universitários também se mostraram mais propensos a se informarem por meio de discussões com professores (70%) do que via TV (45%), rádio (37%) ou podcasts (28%).

Segundo o levantamento, os estudantes universitários se informam duas vezes mais em interações com colegas. Já aqueles que recebem suas notícias nas redes sociais preferem o Facebook, o Snapchat e o YouTube ao Twitter.
“Os jovens têm diferentes maneiras de consumir notícias do que as pessoas nascidas na década anterior a eles. Nosso relatório sugere que, de certa forma, criamos um ambiente de notícias extremamente difícil para eles. Assim, precisamos descobrir maneiras de guiá-los”, concluiu o pesquisador da Universidade de Northeastern e um dos autores do levantamento, John Wihbey.

A pesquisa entrevistou seis mil estudantes de onze faculdades e universidades dos Estados Unidos. Pesquisadores também analisaram as publicações de 135 mil usuários do Twitter para entender o comportamento durante o compartilhamento de notícias. Os dados foram publicados pelo instituto de pesquisa sem fins lucrativos, Project Information Literacy.

Com Northeastern University e Technology Review

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