Ambientes virtuais de aprendizagem que possuem avatares como tutores já são uma realidade no mundo. Na Universidade de Bielefeld, na Alemanha, um agente pedagógico chamado Max foi desenvolvido para atuar como um guia virtual de museus. Desde 2004, os visitantes do Heinz Nixdorf Museums Forum (HNF) podem conversar com ele sobre as exposições.

“O objetivo era estudar como o comportamento humano natural nas conversas pode ser modelado e acessado por sistemas de inteligência artificial (IA). A pesquisa visava criar agentes construídos de forma holística para interagir com humanos em conversas cara-a-cara, e que demonstrassem os mesmos comportamentos de comunicação usados pelas pessoas”, explicou um dos autores do projeto, Stefan Kopp, no artigo científico “The Virtual Human Max: Modeling Embodied Conversation”.

Também vem da Alemanha outro exemplo de tutor virtual, mas agora voltado para o ensino de idiomas. A Leibniz Universität Hannover criou o El Lingo para explicar linguística alemã, gramática e ortografia. O tutor virtual é na verdade um chatbot com conhecimentos de fonética, fonologia, morfologia e sintaxe.

Estudo individual

No artigo “O uso da inteligência artificial para a aprendizagem de idiomas”, contudo, a linguista Netaya Lotse vê limitações para os tutores virtuais criados via IA. “Cenários de e-learning com tutores artificiais não substituem o ensino em sala de aula. Eles são uma abordagem inteiramente nova para apoiar os alunos em suas sessões individuais de estudos. Para certos tipos de alunos, praticar o vocabulário interagindo com um sistema de agente pedagógico, ou completar exercícios de linguagem em um jogo de computador com personagens virtuais, pode ser extremamente motivador”, destaca.

Porém, em termos de interação, os sistemas de IA ainda são projetados em uma base determinista. “Ou seja, eles seguem um programa e têm acesso apenas a recursos limitados de conhecimento. A comunicação humana funciona do modo oposto. Somos capazes de agir de forma espontânea e flexível, ao contrário dos sistemas de inteligência artificial, que não podem fazer isso porque lhes falta um pré-requisito fundamental: uma consciência auto-reflexiva”, defende.

Com Goeth Institute e Medien Sprache

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