Leonardo Valle

A Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBTI (Renosp-LGBTI) lançou uma cartilha com dicas de segurança para gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis e intergêneros.

O documento pode ser acessado gratuitamente online e reúne orientações sobre: como ter atenção ao andar na rua, evitar sair à noite sozinho – procurando andar em grupos – e utilizar aplicativos que marcam a localização em tempo real. O texto também oferece uma lista de telefones de serviços públicos e gratuitos que podem ser acionados em situações de emergência, como polícia civil, militar, Centro de Valorização da Vida (CVV) entre outros.

O texto é assinado pela sargenta da Marinha Brasileira, Bruna Benevides, e pelo soldado da Polícia Militar, Tiago Leme.

A Redenosp foi criada em 2011 e é formada por policiais, agentes penitenciários, vigilantes ou outros profissionais que atuam na área de segurança pública e que assumiram publicamente a homossexualidade.

O Brasil é considerado o país que mais mata pessoas LGBTI no mundo, de acordo com a organização Grupo Gay da Bahia. A entidade monitora, há 38 anos, casos de assassinatos em território brasileiro e registrou um aumento de 30% nos homicídios dessa população entre 2016 e 2017, passando de 343 para 445 mortes.

Veja mais:
Cartilha orienta agentes de segurança pública sobre como tratar população LGBTI

Deixe um comentário

Seja o Primeiro a Comentar!

wpDiscuz

Talvez Você Também Goste

Notícias

Relatório internacional denuncia aumento de mortes violentas no Brasil

Assassinato cometidos por policiais em 2017 cresceram 20% em relação a 2016, segundo o documento

há 2 dias
Notícias

Revogação do Estatuto do Desarmamento aumentaria mortes por motivos banais, alertam especialistas

“20% da violência não vem de criminosos, mas de relações interpessoais”, lembra pesquisador

há 3 semanas
Notícias

Cartilha orienta sobre violência contra a mulher no trabalho

Publicação do Ministério Público do Trabalho explica assédio moral, sexual e outros crimes

há 1 mês
Notícias

Brasil avança em saúde infantil, mas violência contra adolescentes continua sendo desafio

“Protegemos a criança, mas não garantimos sua sobrevivência na década seguinte”, analisa especialista do Unicef

há 2 meses

Receba NossasNovidades