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Marcelo Abud

O mais recente levantamento da segurança hospitalar feito pelo Instituto de Estudos da Saúde Suplementar (IESS), em parceria com a Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais revelou que, em 2017, mais de 54 mil pessoas morreram por erros, falhas assistenciais, processuais ou com infecções em instituições de saúde no Brasil. Estima-se que mais da metade desses óbitos poderiam ter sido evitados com procedimentos corretos.

“Sabemos que existem profissionais excelentes no mercado. A nossa questão é basicamente informar a população e as autoridades que o erro médico é algo que existe e que cresce em assustadora escala”, afirma o voluntário e um dos fundadores da Associação Brasileira de Apoio às Vítimas de Erro Médico (Abravem), Fernando Polastro, ouvido pelo Instituto NET Claro Embratel neste podcast.

A entidade foi criada no início dos anos 2000 por profissionais liberais das áreas jurídica e médica para auxiliar vítimas ou seus familiares. Uma das motivações para fundá-la foi a percepção de que muitas das pessoas que passam por uma situação assim não chegam a fazer denúncia, por darem ouvidos a argumentos de que uma ação não vai trazer o ente querido de volta nem restaurar a felicidade.

“Nós chegamos à conclusão de que somente a justiça, nas mais variadas esferas, é capaz de restabelecer a dignidade e de reerguer estas pessoas, além de fazer com que elas compartilhem conceitos de justiça e de cidadania”, explica o entrevistado.

“Se ninguém se mobilizar na busca dos direitos desta questão do erro médico, a tendência é que as coisas fiquem cada vez piores”, afirma Fernando Polastro (crédito: Daniel Grecco)

 

No áudio, Polastro aponta ainda quais os critérios que envolvem um erro médico, o que motiva este tipo de situação e os caminhos para se montar um processo jurídico de resultado mais efetivo.

De acordo com o entrevistado, atualmente, advogados não especializados na área obtêm êxito em 3 de cada 10 causas desse tipo. “Nossa associação consegue inverter este quadro, com sucesso em 70% a 80% nos processos. Isso porque conta com profissionais especializados neste quesito e suporte técnico da área médica em todas as etapas da ação”, justifica.

Em função da digitalização dos processos, a Abravem atende vítimas em todo o país. “Atualmente, temos casos em quase 20 estados da nação, desde o interior de Manaus até o Rio Grande do Sul”, finaliza.

Contatos com a associação podem ser feitos no site ou pelo e-mail contato@abravem.com.br. 

Créditos:
As músicas utilizadas na edição do podcast, por ordem de entrada, são: “Múmias” (Renato Russo), com Renato Russo e Biquini Cavadão; “Semente do bem”, Jackson do Pandeiro; e “O Sal da Terra” (Beto Guedes/Ronaldo Bastos), com Beto Guedes e Jota Quest. As músicas de fundo são compostas e tocadas por Reynaldo Bessa.

Crédito da imagem: xmee – iStock

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