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Marcelo Abud

O envelhecimento da população brasileira tem exigido um aumento significativo de políticas públicas voltadas a pessoas com mais de 60 anos. Nesse contexto, o Vila Dignidade é um programa da Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social (SEDS), do Governo do Estado de São Paulo, presente atualmente em 17 municípios.

O Instituto NET Claro Embratel esteve na unidade de Mogi das Cruzes, munícipio da Grande São Paulo, inaugurada em 2015. No podcast, você acompanha os depoimentos da assistente social do local, a gerontóloga Maria de Lourdes Martins, da arquiteta e professora de gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades, da USP Leste, Maria Luisa Trindade Bestetti, e da moradora Neide Sant’Anna.

“Ter um jardim e plantar são coisas que eu sempre sonhei e vim realizar aqui”, diz Neide, de 66 anos. (crédito: Marcelo Abud)

 

Cada vila costuma ter 24 casas, que são oferecidas gratuitamente a moradores indicados por assistentes sociais. Para isso, os idosos devem atender alguns requisitos: possuir baixa renda, vínculos familiares fragilizados e apresentar condições de desenvolver, de forma independente, todas as atividades da vida diária e gestão da moradia.

As casas são projetadas para atender às mais diversas necessidades dos idosos, como explica a arquiteta Maria Luisa. “O desenho universal atende pessoas com baixa mobilidade, com algumas perdas de sentidos, mas desde que possam usufruir da moradia com tranquilidade, ergonomia adequada e acessibilidade”.

Além de casas pensadas e adaptadas para idosos, há áreas de convivência e o acompanhamento social permanente, com integração da rede de serviços do município. A proposta é ser uma alternativa à cultura de asilamento, como a da ILPI – Instituição de Longa Permanência para Idosos. “Uma pessoa que vivia sob marquise ou outros meios urbanos de moradia não convencionais, quando vem pra cá, diz ‘estou no paraíso'”, ressalta Maria de Lourdes, que está no conjunto habitacional praticamente desde a inauguração, há três anos. Antes, Malu, como é conhecida pelos moradores, assistia pessoas em situação de rua.

“A dignidade está muito ligada a este esforço de reunir as pessoas que estejam isoladamente em condição de precariedade. Aqui, elas têm uma condição digna de moradia”, conclui Bestetti.

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