O Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP) lançou a cartilha online “Nanotecnologia para todos! – Cartilha educativa para divulgação e ensino da nanotecnologia”. De autoria dos professores Delmárcio Gomes e Henrique Toma, a publicação foi elaborada para divulgar essa tecnologia no ensino médio a partir de linguagem didática e ilustrações.   O material está disponível para download gratuito no site do projeto.

“O objetivo é oferecer aos alunos e professores um conteúdo acessível, que os permitam entender o que é nanociência e nanotecnologia. Além disso, os avanços e as aplicações da nanotecnologia já são uma realidade bem consolidada no Brasil e no mundo. Ela está presente direta ou indiretamente em nosso cotidiano”, explica Gomes.

Segundo o pesquisador, é possível estabelecer conexões entre essa tecnologia e diversas disciplinas da educação básica, como a química, física, biologia e matemática.

“A cartilha começa com os conceitos matemáticos que envolvem escalas e tamanhos, para fundamentar a noção do que é dimensão nanométrica. Em seguida, explica que essa área da ciência trabalha com materiais muito pequenos e, por isso, são necessários equipamentos especiais para trabalhar nessa escala. Também apresenta as diferenças entre o mundo macroscópico e mundo nanométrico e mostra que, ao reduzir drasticamente o tamanho, novas e diferentes propriedades podem surgir nesses nanomateriais”, revela.

A publicação ainda apresenta ao aluno a percepção que, na natureza, há seres vivos que exploram os efeitos na nanoescala. “Isso desmistifica a ideia de que ‘nano’ é algo artificial ou restrito aos laboratórios de pesquisa”, contrapõe.

Atividades em classe

Gomes também indica formas de aplicar a cartilha em sala de aula com os estudantes. “Dividindo os alunos em grupos e com o auxílio da versão digital da publicação no celular, o educador pode distribuir os temas abordados. As equipes desenvolvem uma breve pesquisa escolar e depois, em roda de debate, apresentar para os demais colegas “, orienta.

Também pode ser criada uma atividade de enriquecimento de vocabulário, na qual cada aluno, após ler a cartilha, anota palavras-chaves e busca seu significado ou explicação. “Para cada parte da publicação, o professor pode criar um mapa conceitual e interligar os conteúdos que são apresentados no material”, sugere o professor.

“Também é possível criar um jogo de perguntas e respostas sobre nanotecnologia”, finaliza.

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