“Eu não estou muito preocupada com o que eu vou fazer,
eu estou muito mais preocupada com o que eu posso fazer
com cada pessoa que passa por mim. Eu posso não escrever o
livro da minha vida – aquele sonho do escritor -, mas eu tenho
certeza que alguma linha eu escrevo em cada pessoa que passa por mim.”

(Maria Vilani, fundadora do CAPS – Centro
de Arte e Promoção Social do Grajaú)

Maria Vilani, no Centro Cultural Grajaú. O local sedia os encontros do CAPS (Foto: Alessandra Silveira)

 

Poeta, filósofa, pedagoga e professora habilitada em História e Psicologia. Essas são algumas das atividades de Maria Vilani. Conhecida pelo primeiro livro, “Cinco contos sem desconto”, publicado em 1991, a escritora agora chega ao quinto título, o recém-lançado “A lágrima e o riso”. No áudio, ela fala sobre esta publicação e comenta sobre a lágrima e o riso na profissão que ama e exerce, a de professora de escola pública.

“Uma lágrima: falta de estrutura, excesso de alunos nas salas, pessoas ainda embrutecidas pelo processo, a falta de compreensão do que é o humano e suas diferenças, insegurança e a falta de meios para que as crianças e jovens possam se locomover”, diz. A educadora também acredita que, em geral, o ser humano busca conhecimento para arrumar um emprego, prestar vestibular, etc. e não para o autodesenvolvimento.

Como curiosidade, “A lágrima e o riso” teve um lançamento virtual, com transmissão pelo Facebook da escritora, antes da sessão de autógrafos realizada em São Paulo. “Eu gosto muito do contato com as pessoas e gosto de ler. Mas, o que eu tenho a dizer sobre a tecnologia, é que nós temos de nos aliar a ela. E isso não vai diminuir a nossa capacidade de criar”.

Sobre a maneira como seus livros têm sido feitos, Dona Vilani ressalta o aspecto coletivo da produção, uma marca do selo Capsianos, de seu Centro de Arte e Promoção Social (CAPS). As ilustrações, por exemplo, são de responsabilidade da designer gráfica Alessandra Silveira, que pesquisou imagens de domínio público em um acervo da Biblioteca de Londres. Ela afirma ter se inspirado nas poesias para escolher as imagens que pudessem trazer uma outra leitura do texto. “As imagens não são descritivas. Elas conversam com a poesia. É uma outra forma de degustar o livro. É uma obra visual também”.

Links :

– Saiba mais sobre o livro no vídeo do lançamento virtual, que aconteceu no Facebook.

Créditos:

As músicas utilizadas na edição do áudio, por ordem de entrada, são: “Mãe” (Emicida), “Nas águas” (Criolo) e “Duas de cinco” (Criolo / Daniel Ganjaman / Marcelo Cabral / Rodrigo Campos), com Criolo.

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