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No início de setembro, o governo federal lançou o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares que visa implantar 216 colégios nesse modelo até 2023. Segundo texto divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), a “escola cívico-militar é um modelo desenvolvido para promover a melhoria na qualidade da educação básica do país”.

Para a professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Telma Vinha, o modelo vai na contramão das estratégias adotadas pelos países com melhores resultados educacionais em avaliações internacionais. “Os países que têm um índice alto no Pisa, como a Finlândia, Cingapura e o Canadá trabalham no sentido contrário a esse caminho. Se trabalha muito mais no sentido de participação desses jovens. As escolas militarizadas não cumprem essa função tão necessária nos dias atuais”, afirma. “Essa escola não tem nada de democrática”, completa.

Na entrevista, a pesquisadora fala sobre a concepção das escolas cívico-militares, coloca em perspectiva os argumentos de que essas unidades de ensino alcançam melhor desempenho e aponta os princípios norteadores do ensino público.

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