Confira o vídeo com audiodescrição

Ter aulas menos expositivas e utilizar o tempo em sala para tirar dúvidas, fazer exercícios e aprofundar conteúdos. Essa é a proposta do método sala de aula invertida, utilizado pelo professor de matemática Pedro Real Neto, que leciona há três anos na Escola Estadual Santos Amaro da Cruz, zona Leste de São Paulo (SP).

A ideia surgiu depois que alguns alunos se queixaram de não terem entendido o conteúdo passado em sala por terem faltado anteriormente. Como teste, o docente resolveu gravar a aula perdida e disponibilizá-la no YouTube. Tudo feito de forma muito simples, com equipamento próprio e na cozinha de seu apartamento.

O resultado não poderia ter sido melhor: no encontro seguinte, praticamente toda a turma havia assistido ao material e tinha dúvidas para serem solucionadas em sala. Nascia assim o canal de vídeos “Pô, bicho – matemática”.

Como vantagens do método adotado, Neto cita o fato de o conteúdo estar sempre disponível para os estudantes, o dinamismo que isso pode proporcionar para as aulas – mais focadas em atividades práticas – e o fato de dialogar com a linguagem do vídeo e da internet, dois elementos muito presentes na vida dos jovens de hoje.

A aceitação do projeto entre os alunos fez com que outros educadores da escola também passassem a utilizar metodologias ativas de aprendizagem no dia a dia. “Quanto mais professores trabalharem com essa nova linguagem, essa nova tecnologia, mais os estudantes ficam motivados a aprender”, comenta Neto.

Confira o vídeo com audiodescrição:

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