Conteúdos

– Conferência de Paris: 14 pontos de Wilson, Liga das Nações e Organização Internacional do Trabalho
– Tratado de Versalhes: nova divisão da dominação mundial, exclusão da Alemanha e fundação da Organização Internacional do Trabalho
– Consequências da nova organização mundial de poderes: crise do liberalismo, Grande Depressão e passos iniciais do fascismo e do nazismo

Objetivos

– Compreender o final da Primeira Guerra Mundial como um pacto de reorganização da dominação das potências europeias e Estados Unidos, dos territórios africanos, americanos e asiáticos
– Entender a Europa como um continente diverso que empregou formas diferentes de colonização contemporânea
– Localizar a queda dos impérios modernos e o surgimento de uma forma contemporânea de imperialismo
– Entender o Tratado de Versalhes como também uma resposta à Revolução Russa com a fundação da Organização Internacional do Trabalho e da Liga das Nações
– Entender o fim da Primeira Guerra também como uma crise do liberalismo que, por um lado, resultou em revoltas trabalhistas e, por outro, no fascismo e no nazismo

1ª Etapa: Conhecendo o processo

O tema pode ser abordado em conjunto com a Primeira Guerra Mundial, Revolução Russa ou ainda em aulas temáticas que abordem antecedentes do fascismo e nazismo, a Grande Depressão de 1929 e em relação à colonização de países africanos e asiáticos – neocolonização.

Conferência de Paris e o Tratado de Versalhes (1919)

A conferência de Paris e o Tratado de Versalhes são os acordos que selam o fim da Primeira Guerra Mundial e impõem dura derrota à Alemanha e seus aliados. As consequências desses acordos, sobretudo o de Versalhes, ferem profundamente o ego das potências derrotadas, principalmente da Alemanha, e é comumente associado à formação do Partido Nazista e ao início da Segunda Guerra Mundial.

Conferência de Paris e 14 pontos de Wilson – janeiro de 1919

A conferência de Paris ocorreu em janeiro de 1919, em Paris, e foi conduzida pelo então presidente dos Estados Unidos Thomas Woodrow Wilson, que propôs “14 pontos para a Paz”, os quais pregavam a ideia de uma “Paz sem vencedores”. Os Estados Unidos passaram a ter real importância no cenário político internacional após entrada decisiva e tardia na Primeira Guerra Mundial. Wilson pretendia, ao intermediar a negociação de paz entre os europeus, firmar o local de protetor da democracia e da república autoproclamada pelos americanos.

Entre os principais pontos do acordo proposto está a criação da Liga das Nações, órgão que antecedeu a Organização das Nações Unidas, ONU. Wilson visava a ideia de resoluções diplomáticas para conflitos políticos sem que houvesse a necessidade de intervenção militar a partir do órgão. Além disso, a Liga das Nações teria os Estados Unidos em pé de igualdade de decisões com as potências europeias, reorganizando o poder internacional. Apesar de criada, a Liga das Nações não conseguiu cumprir com êxito seu papel de intervenção nas diplomacias nacionais e não evitou a Segunda Guerra Mundial.

Outro ponto crucial na proposta de Wilson é a limitação da criação e manutenção de exércitos pela Alemanha, permitida apenas para assegurar a defesa nacional. Apesar de causar revolta aos alemães, a França e a Inglaterra não ficaram satisfeitas com essa proposta, acreditando que não era uma punição justa o suficiente.

Por sua proposta de paz e pela criação da Liga das Nações, em 1919, Wilson ganhou o Prêmio Nobel da Paz, consolidando de vez o papel de intermediador das democracias dos Estados Unidos.

Tratado de Versalhes e a derrocada alemã – junho de 1919

O Tratado de Versalhes foi muito mais duro com a Alemanha do que a proposta de Paz de Wilson. Apesar de terem destituído a monarquia no país e instaurado uma república, conhecida como República de Weimar, a Alemanha ainda foi considerada pelas potências europeias, sobretudo a França, como a única responsável pela Primeira Guerra Mundial e o tratado impôs duras restrições a sua reconstrução e economia.

Entre os pontos do Tratado de Versalhes estão a devolução dos territórios da Alsácia e da Lorena para a França, a criação de um corredor na Polônia em antigo território alemão de administração internacional e a proibição de formar exército e de ter indústria bélica.

O Tratado de Versalhes ficou popularmente conhecido na Alemanha como o “Ditado de Versalhes”, já que não houve nenhuma possibilidade de o país negociar as condições da Alemanha para a paz definitiva. Isso gerou um sentimento de derrota e de humilhação em toda a população alemã, além de intensa crise econômica e social, fatores que foram muito bem aproveitados pela propaganda nazista nas décadas seguintes.

Além da explícita derrota alemã imposta pelo Tratado de Versalhes, outro ponto crucial foi a criação da Organização Internacional do Trabalho (OIT), órgão da Liga das Nações. A fundação de uma divisão internacional para organizar diretamente o trabalho é uma resposta à Revolução Russa que havia ocorrido há apenas dois anos e que gerou em todo o mundo levantes de trabalhadores e camponeses, greves e rebeliões e a formação de partidos e sindicatos operários e socialistas.

Porém, uma das últimas determinantes mudanças impostas pelo fim da guerra foi o esfacelamento dos impérios austríaco, russo e turco. O primeiro, como imposição do Tratado de Versalhes, determinou a independência de uma série de grupos étnicos que estavam organizados sob a Áustria. Os impérios russo e turco-otomano foram derrubados pela sua própria população em uma revolução socialista e em uma liberal-burguesa, respectivamente.

Entreguerras: o novo papel dos EUA e a Grande Depressão de 1929

A longa reconstrução europeia foi financiada pelos cofres americanos. Antes da Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos eram um dos países mais endividados do mundo, no período entreguerras, no entanto, financiou e emprestou dinheiro para os países que foram destruídos durante o conflito. Os Estados Unidos foram credores da Inglaterra, da França e também da Alemanha, apesar de derrotada.

No continente europeu a reconstrução era literal. Grandes monumentos haviam sido destruídos durante a guerra e cidades inteiras com pontes, edifícios, escolas e toda sua infraestrutura precisaram ser reerguidas. O sentimento era de desilusão, mesmo nos países que saíram vitoriosos da guerra como a França e a Inglaterra que haviam perdido grande parte de sua capacidade produtiva e de sua população jovem masculina.

Os Estados Unidos, por outro lado, se consolidaram como uma grande potência mundial, se colocando como os grandes vitoriosos da guerra, os responsáveis pela paz mundial e os credores da reconstrução europeia. Como grandes exportadores de alimentos e produtos para a Europa, organizaram e modernizaram a sua produção industrial. O aumento da renda americana, o pleno emprego e a modernização causada pela tecnologia geraram um novo padrão de consumo entre a população americana, chamada de American Way of Life ou o Modo Americano de Viver.

O American Way of Life não foi apenas um aumento nos padrões de consumo da população americana, mas uma ideologia propagandeada pelos Estados Unidos, interna e externamente, através de sua colonização cultural via cinema e outras formas de entretenimento. O consumo exacerbado gerou, no entanto, uma imensa crise na Bolsa de Valores de Nova York, uma das maiores do mundo até então, chamada de Crash de 1929 ou a Grande Depressão.

A Bolsa de Valores de Nova York atraiu, durante a década de 1920, uma série de investidores nacionais e internacionais. Muitos americanos deixaram seus trabalhos para viver de especulação financeira e faliram, dada a quebra da bolsa, houve diversos suicídios no período. Do ponto de vista internacional, o crash americano levou investidores do mundo inteiro à bancarrota e teve um grande impacto na frágil economia europeia em reconstrução. Os Estados Unidos interromperam a ajuda internacional dada e cobraram dívidas para agora reconstruírem sua própria economia. Dentro de seu território, havia cerca de 14 milhões de desempregados, empresas e indústrias falindo e pessoas passando fome. O período ficou internacionalmente conhecido como Grande Depressão.

Crise com o liberalismo: intervenções estatais e socialismo, movimentos nacionalistas, fascismo e nazismo

Em todo o mundo ocidental, a quebra da bolsa de valores americana, a dificuldade de reconstrução da Europa e seu grande endividamento e o sentimento de derrota que mantinha a população dos países beligerantes da Primeira Guerra Mundial, sobretudo a Alemanha, geraram uma crise de desconfiança com o sistema econômico liberal.

Nos Estados Unidos, após a quebra, o presidente Franklin Delano Roosevelt implantou a política do New Deal. Uma intervenção estatal na economia influenciada pelo economista John Keynes. Nele, Roosevelt implementou ajuda financeira a desempregados, construiu escolas e hospitais públicos e empregou grande parte de desempregados nessas obras públicas. Conteve, dessa forma, movimentos trabalhistas e reconstruiu a economia. Sua política influenciou políticos de todo o mundo, sobretudo da América Latina.

A União Soviética, a partir de 1922, após passar por uma guerra civil, implantou o regime socialista e os planos de reconstrução econômica, conhecidos como Planos Quinquenais, onde houve crescimento econômico e rápida industrialização. O governo soviético controlava todos os aspectos da produção e eliminou a classe dos proprietários transformando toda a população em trabalhadora. O governo soviético também implementou a ideia de homem soviético, a partir de arte, propaganda e da valorização do trabalho. A ideia de socialismo como uma alternativa viável ao modelo liberal se popularizou em diversos locais.

Apesar de a única revolução que caminhou para o socialismo no período ter sido a russa, diversos países tiveram levantes populares importantes. Na Alemanha, por exemplo, ocorreram duas tentativas, muito embora frustradas, de revolução socialista. O socialismo gerou partidos, sindicatos e ligas de ofício, levantes de trabalhadores e greves em diversos países do mundo. Ao contrário dos nacionalistas, os socialistas pregavam o internacionalismo, em uma ideia de unidade dos trabalhadores, no entanto, em muitos países acabaram se voltando apenas para problemas internos.

O período do entreguerras gerou uma série de movimentos nacionalistas e de supremacia racial. No Brasil, por exemplo, houve o movimento integralista. Nos Estados Unidos, a Ku Klux Klan foi um movimento supremacista branco que implementou perseguições e extermínio de negros em um país onde havia uma gigantesca segregação racial. As duas expressões extremas nacionalistas supremacistas, geradas no bojo da decepção com o liberalismo e a democracia são, no entanto, o fascismo, na Itália, e o Nazismo, na Alemanha.

No pós-guerra, a Itália, apesar de ter terminado ao lado dos vencedores, não havia colhido nenhum louro de sua vitória. Almejava territórios africanos que não recebeu com a derrota alemã e a partilha de seus domínios pelas outras potências europeias. Tal como outros países beligerantes, vivenciava intensa crise econômica, desemprego e baixa população masculina jovem, em parte morta na Primeira Guerra. Além disso, havia passado por uma recente unificação, na qual diversos grupos étnicos como genoveses, sicilianos e outros passaram a se identificar como italianos.

Após a unificação, a Itália se constituiu como uma monarquia parlamentarista, na qual o primeiro-ministro era um liberal. O grupo fascista, então dirigido por Benito Mussolini, culpabilizou o governo liberal e a democracia pelas derrotas causadas à Itália no período. Para ele e para os fascistas, o país deveria ter uma política mais agressiva, baseada na violência e na conquista de territórios contra a passividade. O corporativismo, doutrina que ligava as demandas trabalhistas ao governo, o racismo, a xenofobia e o expansionismo eram marcas ideológicas do Partido Fascista.

Foi graças ao uso da violência feita por grupos paramilitares e das ameaças, que o fascismo chegou ao poder na Itália, sempre enfrentando grande resistência da população que não aceitou passivamente Mussolini. Em 1922, o Partido Fascista marcha sobre Roma, impondo seu poderio e organização militar. Em 1924, Mussolini é nomeado Primeiro-Ministro sob forte ameaça de aumentar a violência no país. Em 1926 inicia-se a ditadura fascista na Itália.

O processo de conquista do governo nazista na Alemanha é mais tardio do que na Itália, porém sua organização data do mesmo período. No pós-guerra, o país não conseguia se reerguer economicamente, graças às imposições do Tratado de Versalhes. Para muitos dos ex-combatentes da Primeira Guerra Mundial, incluindo Hitler, o governo liberal implantado pela República de Weimar não havia sido forte o suficiente para negociar um acordo de paz melhor. O Tratado de Versalhes foi amplamente utilizado como propaganda nazista para insuflar na população um sentimento de humilhação e vingança.

Para os nazistas, a Alemanha deveria ir atrás de seu espaço vital, implementando lógicas militares à política e sendo agressiva externa e internamente. Durante o período da Grande Depressão, após a quebra da Bolsa de Valores de Nova York, esses sentimentos aumentaram entre a população. De um lado, os socialistas atraíam muitas pessoas e tentaram realizar processos revolucionários, de outro, os nazistas atraíam a classe média decepcionada com sua condição de vida e a elite temerosa de um processo socialista no país.

Em 1932, o Partido Nazista obtém 37,2% das cadeiras do parlamento alemão. Não é a maior bancada, no entanto, Hitler é eleito chanceler em grande parte para combater com violência os socialistas alemães. Em 1933, Hitler fecha o parlamento alemão e a ditadura nazista se inicia no país.

Texto resumido baseado em:

HOBSBAWN, Eric J. A Era dos Extremos – O breve século XX – 1914-1991. Companhia das Letras: São Paulo, 2005.

VISENTINI, Paulo Fagundes. A Primeira Guerra Mundial e o Declínio da Europa. Alta Books Editora: São Paulo, 2014.

2ª Etapa: Atividades – análise de imagens

Sugere-se que se faça com os alunos algumas análises iconográficas. É importante se atentar a alguns procedimentos referentes à análise de imagens, seja em conjunto com a classe ou para orientá-los no trabalho individual:

1) Localizar o que está no centro da imagem (o que o autor buscou destacar);
2) Encontrar elementos que estão em segundo plano, no fundo e nas laterais;
3) Busque ver se há espaços não preenchidos (com vácuos, por exemplo);
4) Identifique tudo que compõe a imagem: pessoas, personagens, animais, plantas, papéis e etc.;
5) Verifique se há figuras escondidas ou encobertas;
6) Descreva as ações realizadas na imagem, tanto as principais quanto as secundárias;
7) Descreva as expressões faciais e corporais de todos os personagens;
8) Identifique o tema ou assunto abordado na imagem.

1) Sugestão de atividade 1 – análise de charges

O(a) professor(a) poderá projetar as charges, com uso de datashow, e realizar a análise em conjunto com seus alunos ou poderá organizá-los em grupo ou duplas.

Charge 1:

“Termos ao povo alemão: devem pagar por todos os danos causados aos civis na terra ou mar ou vindos do ar”

Fonte

Charge 2:

Na carga do Cavalo: “Indenizações Ilimitadas”. Fala dos Personagens: “Talvez ele pudesse trotar melhor se nós o deixássemos tocar a Terra”

Fonte

Charge 3:

“Alguém sabe qual é a saída para a Crise de 29?”
“Eu, eu sei senhor!!”

Fonte

2) Sugestão de atividade 2 – análise de imagens

Imagem 1: Crise de 1929

Fila de desempregados americanos em frente ao outdoor de propaganda do American Way of Life, após a quebra da Bolsa de Valores

Fonte

Imagem 2: Mussolini Marcha Sobre Roma


Fonte

3ª Etapa: Questões

Sugere-se que o(a) professor(a) realize algumas questões de fixação:

Questão 1:

(Ufpel 2008) Artigos do Tratado de Versalhes (séc. XX):

Art. 45 – Alemanha cede à França a propriedade absoluta […], com direito total de exploração, das minas de carvão situadas na bacia do rio Sarre.
Art. 119 – A Alemanha renuncia, em favor das potências aliadas, a todos os direitos sobre as colônias ultramarinas.
Art. 171 – Estão proibidas na Alemanha a fabricação e a importação de carros blindados, tanques, ou qualquer outro instrumento que sirva a objetivos de guerra.
Art. 232 – A Alemanha se compromete a reparar todos os danos causados à população civil das potências aliadas e a seus bens.

MARQUES, Adhemar Martins et all. “História Contemporânea Textos e documentos”. São Paulo: Contexto, 1999.

De acordo com o texto e com seus conhecimentos, é correto afirmar que o Tratado de Versalhes:

a) Encerrou a 2ª Guerra Mundial, fazendo com que a Alemanha perdesse as colônias ultramarinas para os países dos Aliados.
b) Extinguiu a Liga das Nações, propondo a criação da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1945, com o objetivo de preservar a paz mundial.
c) Estimulou a competição econômica e colonial entre os países europeus, culminando na 1ª Guerra Mundial.
d) Permitiu que as potências aliadas dividissem a Alemanha no fim da 2ª Guerra Mundial, em quatro zonas de ocupação: francesa, britânica, americana e soviética.
e) Impôs duras sanções à Alemanha, no fim da 1ª Guerra Mundial, fazendo ressurgir o nacionalismo e reorganizando as forças políticas do país.

Gabarito: B

Questão 2:

(Puccamp) Uma ameaça que não se cumpriu Em 1937, em Genebra, no plenário da Sociedade das Nações, o embaixador japonês barão Shudo levantou a tese de que as regiões inexploradas de vários países deveriam ser cedidas a nações ricas e populosas, como o Japão, naturalmente. Nesse caso o Brasil Central desértico era uma preocupação crescente. (…) Os estrategistas brasileiros concluíram que a Amazônia se autodefendia do colonizador branco com suas doenças, suas selvas e seu calor. Não havia porquê recear ali uma investida do Eixo. A mortandade provocada nos estrangeiros pela construção da ferrovia Madeira-Mamoré, na atual Rondônia, também corroborava essa tese. Muito diferente, no entanto, era a situação da pré-Amazônia mato-grossense e goiana, com suas extensas faixas de campos e cerrados habitáveis, colonizáveis sem maiores esforços. Era o caso típico da região do Araguaia-Xingu, que continha a Serra do Roncador e seus prodígios, além dos garimpos de diamantes do alto Araguaia, em parte contrabandeados para a Alemanha.

(Adaptado da Revista “Especial Temática”. O Brasil que Getúlio sonhou. n.4. São Paulo: Duetto, 2004. p.71)

A Sociedade das Nações, mencionada no texto, também conhecida como Liga das Nações, foi criada em 1919 com o objetivo de:

a) promover a paz armada, após o Tratado de Versalhes, através da liderança do governo dos Estados Unidos, que presidiu essa organização.
b) unir as nações democráticas e economicamente mais poderosas, para impedir a volta do nazi-fascismo, cuja expansão causara a Primeira Guerra Mundial.
c) executar as determinações previstas pelo documento conhecido como “14 pontos de Wilson” e que favoreciam os países da Tríplice Aliança.
d) promover o neocolonialismo na África, Ásia e Oceania, condição fundamental para a expansão mundial do capitalismo monopolista.
e) intermediar conflitos internacionais a fim de preservar a paz mundial, fiscalizando o cumprimento dos tratados pós-guerra.

Gabarito: E

Questão 3:

(Uff) Muitos historiadores consideram a Primeira Guerra Mundial como fator de peso na crise das sociedades liberais contemporâneas. Assinale a opção que contém argumentos todos corretos a favor de tal opinião.

a) A economia de guerra levou a um intervencionismo de Estado sem precedentes; a “união sagrada” foi invocada em favor de sérias restrições às liberdades civis e políticas e, em função da guerra recém-0erminada, eclodiram em 1920 graves dificuldades econômicas que abalaram os países liberais sobretudo através da inflação.
b) Em todos os países, a economia de guerra forçou a abolir os sindicatos operários, a confiscar as fortunas privadas e a fechar os Parlamentos, pondo assim em cheque os pilares básicos da sociedade liberal.
c) Durante a guerra foi preciso instaurar regimes autoritários e ditatoriais em países antes liberais como a França e a Inglaterra, num prenúncio do fascismo ainda por vir.
d) A guerra transformou Estados antes liberais em gestores de uma economia militarizada que utilizou de novo o trabalho servil para a confecção de armas e munições, em flagrante desrespeito às liberdades individuais.
e) Derrotadas na Primeira Guerra Mundial, as grandes potências liberais foram, por tal razão, impotentes para conter, a seguir, o desafio comunista e o fascismo.

Gabarito: A

Questão 4: 

(Vunesp – 2006) “A ascensão da direita radical após a Primeira Guerra Mundial foi sem dúvida uma resposta ao perigo, na verdade à realidade, da revolução social e do poder operário em geral, e à Revolução de Outubro e ao leninismo em particular.” (Eric Hobsbawm ERA DOS EXTREMOS).

Identifique a “direita radical” que ascendia no período entreguerras opondo-se à expansão dos movimentos evolucionários.

a) Bolchevista.
b) Liberal.
c) Menchevista.
d) Nazi-fascista.
e) Anarco-sindicalista.

Gabarito: D

Questão 5:

(Vunesp) No fim da década de 20, anos de prosperidade, uma grave crise econômica, conhecida como a Grande Depressão, começou nos EUA e atingiu todos os países capitalistas. J. K. Galbraith, economista norte-americano, afirma que “à medida que o tempo passava tornava-se evidente que aquela prosperidade não duraria. Dentro dela estavam contidas as sementes de sua própria destruição.” (Dias de boom e de desastre in J. M. Roberts (org), História do Século XX.).

A aparente prosperidade pode ser percebida nas seguintes características:

a) o aumento da produção automobilística, a expansão do mercado de trabalho e a falta de investimentos em tecnologia.
b) a destruição dos grandes estoques de mercadorias, o aumento dos preços agrícolas e o aumento dos salários.
c) a cultura de massa com a venda de milhões de discos, as dívidas de guerra dos EUA e o aumento do número de empregos.
d) a crise de superprodução, a especulação desenfreada nas bolsas de valores e a queda da renda dos trabalhadores.
e) o aumento do mercado externo, o mito do American way of life e a intervenção do Estado na economia.

Gabarito: D

Questão 6:

(UFRS) NÃO pode ser considerado(a) consequência da crise econômica de 1929:

a) a retração do comércio internacional e da produção industrial, bem como a queda do preço das matérias-primas.
b) o crescimento do desemprego na Alemanha, país cuja economia era baseada na exportação de produtos industrializados.
c) o crescimento econômico da União Soviética baseado na Nova Política Econômica (NEP).
d) a eleição de Franklin Delano Roosevelt para a presidência dos Estados Unidos, com um programa de recuperação econômica.
e) o crescimento eleitoral do Partido Nazista na Alemanha.

Gabarito: C

Questão 7:

(UFMG 2008) Leia este trecho:

“Camisas negras de Milão, camaradas operários! Há cinco anos, as colunas de um templo que parecia desafiar os séculos desabaram. O que havia debaixo destas ruínas? O fim de um período da história contemporânea, o fim da economia liberal e capitalista […] Diante deste declínio constatado e irrevogável, duas soluções aparecem: a primeira seria estatizar toda a economia da Nação. Afastamo-la, pois não queremos multiplicar por dez o número dos funcionários do Estado. Outra impõe-se pela lógica: é o corporativismo englobando os elementos produtores da Nação e, quando digo produtores, não me refiro somente aos industriais, mas também aos operários. O fascismo estabeleceu a igualdade de todos diante do trabalho. A diferença existe somente na escala das diversas responsabilidades. […] O Estado deve resolver o problema da repartição de maneira que não mais seja visto o fato paradoxal e cruel da miséria no meio da opulência. ”

(Discurso de Mussolini dirigido aos operários milaneses, em 7 de outubro de 1934. In: MATTOSO, Kátia M. de Queirós. Textos e documentos para o estudo da história contemporânea (1789-1963). São Paulo: Hucitec: Edusp, 1977. p. 175-177).

A partir dessa leitura e considerando-se outros conhecimentos sobre o assunto, é INCORRETO afirmar que o fascismo italiano:

a) era anticapitalista e se propunha instalar uma nova ordem social coletivista, sem classes.
b) fazia uma defesa veemente do trabalho, destacando-o como elemento unificador das forças sociais.
c) propunha a união do capital e do trabalho, mediada pelo Estado e baseada no corporativismo.
d) se considerava criador de um tempo e de um homem novos, no que rivalizava com o discurso socialista.

Gabarito: A

Questão 8:

(Upe 2011) O totalitarismo foi um fenômeno político da Europa do pós-Primeira Guerra, que acentuou as tensões políticas de então, contribuindo para a eclosão da Segunda Guerra Mundial. Na Europa Ocidental, países, como a Alemanha, a Itália e a Espanha, assistiram a governos baseados em preceitos totalitários. Sobre essa realidade, é correto afirmar que

a) a ascensão política de Hitler na Alemanha não contou com o apoio de manifestações populares nem com a receptividade de suas propostas políticas em eleições.
b) na Itália, Mussolini só conseguiu chegar ao controle do Estado com o apoio do partido nazista alemão.
c) o caráter antissemita do totalitarismo de direita só se manifestou de forma acentuada, na Itália fascista.
d) o apoio da Alemanha nazista foi de suma importância para a vitória das forças de direita na Guerra Civil Espanhola e para a subida de Franco ao poder.
e) apesar de compactuar com posturas políticas da Alemanha hitlerista, a Itália permaneceu neutra durante toda a Segunda Guerra Mundial.

Gabarito: D

Questão 9:

(FGV – 2004) “Atrás do jovem, a guerra, em frente a ele a ruína social, à sua esquerda ele está sendo empurrado pelos comunistas, à direita, pelos nacionalistas e por toda a sua volta não existe um só traço de honestidade, de racionalidade, e todos os seus bons instintos estão sendo distorcidos pelo ódio.”

Apud GAY, P., A cultura de Weimar, trad., Rio, Paz e Terra, 1978, p. 160.

A análise acima foi feita pelo novelista alemão Jakob Wassermann e diz respeito à situação social durante a República de Weimar, quando a Alemanha:

a) Presenciou a derrocada do nazismo e o estabelecimento da democracia tutelada pelas principais potências ocidentais e pela União Soviética.
b) Vivenciou uma experiência democrática marcada pelos sucessivos governos de centro-esquerda, encabeçados pelo Partido Democrata Alemão.
c) Passou por uma experiência democrática abalada por graves crises econômicas e pelas investidas de partidos e grupos extremistas de esquerda e de direita.
d) Assistiu à consolidação no poder do grupo espartaquista liderado por Rosa de Luxemburgo, que questionava duramente as concessões ideológicas feitas pelos social-democratas.
e) Enfrentou a guerra contra a Tríplice Aliança, mantendo o regime democrático a partir de uma coalizão de centro-esquerda liderada pelos social-democratas

Gabarito: B

4ª Etapa: Conhecendo a fonte (sugestão)

Caso o(a) professor(a) queira, é possível realizar uma análise da fonte em questão com os alunos. Poderá projetar ou dividir a sala em grupos e duplas para realizar a atividade.

Roteiro de análise de textos:

1) Realize uma primeira leitura coletiva do texto com a classe;
2) Peça para que os alunos releiam o texto grifando ou anotando as palavras ou termos desconhecidos;
3) Oriente para que os alunos pesquisem os termos desconhecidos e/ou faça coletivamente;
4) Busque informações sobre o autor do texto, tais como quem era, quando escreveu, por que escreveu, qual seu papel na história, etc.;
5) Busque informações sobre o texto, tais como a data da publicação, local, assunto, etc.

Fonte Proposta: Os 14 Pontos de Wilson

Materiais Relacionados

1) No site “Mundo Educação” é possível ler um resumo a respeito dos “14 Pontos de Wilson”: SOUSA, Rainer Gonçalves. Os 14 Pontos de Wilson. Acesso: 03/01/2019.

2) No calendário histórico do Jornal Destsche Walle, da Alemanha, há uma breve menção ao Tratado de Versalhes: 1920: Entrava em vigor o Tratado de Versalhes. Acesso: 04/01/2019.

3) No site “Toda Matéria”, há um resumo sobre o Tratado de Versalhes: BEZERRA, Juliana. O Tratado de Versalhes (1919). Acesso: 04/01/2019.

Para aprofundamento

Recomenda-se a leitura dos seguintes livros ou capítulos

– HOBSBAWN, Eric J. “Parte um: A Era da Catástrofe” in: A Era dos Extremos – O breve século XX – 1914-1991. Companhia das Letras: São Paulo, 2005.

– VISENTINI, Paulo Fagundes. A Primeira Guerra Mundial e o Declínio da Europa. Alta Books Editora: São Paulo, 2014.

Arquivos anexados

  1. Plano de aula – Tratado de Versalhes

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