Conteúdos

 Língua Inglesa, História e Arte

Objetivos

– Conhecer a obra de Woody Allen;
 
– Estudar as questões políticas e culturais da Europa do período entre guerras;
 
– Estudar e refletir sobre as vanguardas modernistas na Europa e no Brasil;
 
– Ler e analisar um conto de Ernest Hemingway.

1ª Etapa: Exibição do Filme

Antes de exibir o filme, o professor pode perguntar aos alunos se já assistiram a algum filme de Woody Allen e, a partir de suas respostas, comentar um pouco sobre o diretor, os temas que mais aborda em seus filmes e o tipo de humor com que costuma trabalhar. Para despertar o interesse dos alunos, também pode perguntar em que época e lugar do mundo eles gostariam de viver, se tivessem essa possibilidade, e quais os motivos da escolha. Esta conversa ajudará a introduzi-los à temática do filme.

2ª Etapa: Debate sobre o filme

Depois do filme, o professor pode começar o debate ouvindo os alunos sobre suas percepções, emoções, aspectos que mais lhe chamaram a atenção, assim como dúvidas sobre o contexto ou os personagens.

 

Quais artistas eles reconheceram? Conhecem algo de sua obra? Também pode discutir sobre a questão central do filme: Por que o passado sempre costuma parecer mais interessante que o presente? Há momentos históricos “melhores” que outros ou essa nostalgia é um efeito da seleção de fatos da “memória afetiva”, em que selecionamos o melhor de cada época e nos esquecemos dos seus problemas? Os alunos possuem essa mesma sensação? A que conclusões chega Gil sobre a história e sobre sua própria vida?

3ª Etapa: História – A Europa no Entre guerras

O período escolhido por Woody Allen para representar em seu filme fascina não somente ao personagem Gil, mas a muitos historiadores e artistas. O período compreendido entre o fim da Primeira Guerra mundial e o início da Segunda, houve um florescimento cultural surpreendente nos países vencedores da guerra.  A  música, as artes plásticas, a literatura, o cinema e até a moda tiveram grande desenvolvimento, assim como houve uma liberação dos costumes, do lugar da mulher na sociedade. Alguns atribuem a este tempo o título de “Années Foles”, ou os Anos Loucos. 

 

O professor de História pode trabalhar este período com os alunos, partindo das referências do filme e também ajudando os alunos a compreendê-lo melhor. Como era a Europa antes da Guerra? Quais aspectos mudaram durante e depois dela? Por quê? Quais foram os protagonistas dessas mudanças? O que significou a Revolução Russa para os países europeus? Qual era a relação entre Europa e Estados Unidos? Por que o personagem de Woody Allen se interessa tanto por este período?

 

Pode-se discutir com os alunos o argumento do filme, que é o sonho de muitos historiadores: voltar no tempo. O que podemos apreciar, entender, de uma época que já passou? Qual é a melhor forma de entender os acontecimentos/ personagens que já não existem mais? O que esse exercício de “voltar no tempo” pode nos ensinar sobre o nosso presente?  Para terminar a atividade, o professor pode pedir que os alunos façam um pequeno texto relacionando o filme com o contexto histórico estudado, desenvolvendo algum aspecto que mais o chamou a atenção.

4ª Etapa: Arte – Vanguardas modernistas na Europa e no Brasil

Woody Allen representa, de forma muito divertida, a geração de artistas dos anos 20 em Paris, grande parte dos responsáveis pelas diferentes correntes do modernismo na arte: Luis Buñuel e Salvador Dalí como representantes do surrealismo, Picasso como cubista, Cole Porter representando o Jazz, Hemingway, Scott Fitzgerald, Gertrude Stein como nomes da literatura modernista, etc. Não se aprofunda em nenhum desses movimentos, mas mostra as diferentes conexões entre as artes e estilos. Não dá para pensar o cinema de Buñuel sem a arte de Dalí, ou a literatura de Hemingway sem o cinema, todas as artes estão conectadas.

 

Sugerimos que o professor de Arte discuta o Modernismo com seus alunos, mostrando-o como um fenômeno integrado à sociedade e à história, além de muito variado. Depois de discutir o conceito de “Vanguarda”, e a importância do “Novo” para os artistas da época, pode pedir que cada grupo de alunos se aprofunde em uma das correntes modernistas (surrealismo, futurismo, cubismo, dadaísmo, impressionismo) e as relacione com o Brasil, procurando os artistas e as obras mais significativas.  Cada grupo deve se apresentar para a turma, de forma que todos possam conhecer a variedade de correntes e pensamentos.

 

Depois disso, o professor pode dar uma aula expositiva sobre o modernismo no Brasil, enfocando na “Semana de Arte Moderna”, tentando relacioná-la com o filme e com as falas dos alunos. É importante destacar, que assim como nos movimentos europeus, no Brasil as diferentes disciplinas artísticas estavam inter-relacionadas. Depois de estar familiarizados com os nomes e ideias, a turma poderá imaginar o Brasil nos anos 20, criando uma espécie de roteiro inspirado em Meia-Noite em Paris, em que eles façam uma viagem a essa época, encontrando-se com Mário de Andrade, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Lasar Segall, etc. Como os imaginam? O que perguntariam para eles? O que contariam para eles do futuro?

5ª Etapa: Língua inglesa – Ernest Hemingway

Um dos personagens mais destacados no filme é o escritor estadunidense Ernest Hemingway, admirado por Gil e pelos outros personagens. É um homem forte, que fala da guerra, da intensidade, do amor. O professor pode partir da representação de Woody Allen, e do interesse que ela pode gerar nos alunos, para ler um conto de Hemingway com eles, “Hills like white ellefants”, e discutir suas ideias e seu estilo literário.

 

Primeiramente, pode pedir que os alunos façam uma primeira leitura em casa, entendendo-o de forma geral e procurando no dicionário as palavras que não conhecem. É um texto curto. “enxuto”, e grande parte se desenvolve em um diálogo. Em classe, ouvirá as impressões e dúvidas dos alunos, reconstituindo a história narrada: Quem são os personagens? Onde eles estão? Quais são as “ações” do conto? Os personagens têm intimidade? Qual é a relação entre eles? Como percebemos isso? 

 

Depois, poderá fazer uma leitura coletiva, em que os alunos vão representando os diálogos. Nessa leitura, poderá ir tirando as dúvidas específicas e fazendo algumas reflexões sobre as diferentes camadas de sentido, bem como trabalhando a pronúncia e a entonação. Do quê realmente trata o conto? Como a forma do diálogo permite a alusão ao tema da conversa dos personagens? A linguagem utilizada é “elevada” ou cotidiana? Como isso se relaciona com o modernismo? Podemos relacionar a forma deste texto com o desenvolvimento do cinema como linguagem?

 

Após a análise coletiva, o professor pode propor que cada aluno faça um pequeno texto comentando algum aspecto do conto estudado. 

Materiais Relacionados

1. Saiba mais sobre Woody Allen
 
2. Artigo do Portal NET Educação sobre a filmografia de Woody Allen
 
 
 
5. Documentário sobre Paris nos anos 20
 
 
7. Mais sobre as Vanguardas modernistas
 
 
9. Para saber mais sobre Ernest Hemingway
 
10. Conto “Hills like White Elephants”, de Hemingway;
 
11. Análise sobre o conto “Hills like White Elephants”

 

Arquivos anexados

  1. Cinema e Educação: Meia-Noite em Paris

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