Conteúdos

Poesia para crianças;

O poeta Manoel de Barros;
Infância;
Brinquedos construídos;
Metáfora;
 

Objetivos

Apresentar às crianças a poesia de Manoel de Barros e outros poetas; 

Discutir a infância e brincadeiras possíveis a partir da imaginação;
Refletir sobre o que significa metáfora, tanto em palavras como em imagens;
 

1ª Etapa: Exibição do Filme

O curta metragem Histórias da unha do dedão do pé do fim do mundo, de 8 minutos, é uma animação que brinca com as palavras e com situações que podem parecer absurdas para adultos, mas não para crianças. Se o filme for exibido para os pequenos a introdução à atividade pode ser apenas uma apresentação do poeta Manoel de Barros (por meio de seus livros), explicando que o filme cita muitos de seus versos. Se a atividade for dirigida para crianças maiores (acima de 9 anos), além da apresentação do poeta, a poesia que faz: um convite ao desprendimento, à lógica própria do poeta, as situações livres e até absurdas, “sem pé nem cabeça”: há histórias tão verdadeiras que, às vezes, parecem que são inventadas. E é esse o jogo que a animação propõe, com os versos de Manoel de Barros: soltar a imaginação! 

2ª Etapa: Conversa sobre o filme

Após a exibição, o (a) professor (a) pode discutir com seus alunos o que é metáfora, tanto na escrita (no caso, poemas) como nas imagens: 

 

Conheci um menino que carregava água na peneira.

A mãe disse que carregar água na peneira era o mesmo que roubar o vento e sair correndo com ele para mostrar aos irmãos. 

A mãe disse que era o mesmo que catar espinhos na água. O mesmo que criar peixes no bolso.

(…) Com o tempo, o menino aprendeu que escrever era o mesmo que carregar água na peneira.

O menino aprendeu a usar as palavras. Viu que podia fazer peraltagens com as palavras. 

(…) A mãe falou: “meu filho, você vai ser poeta, você vai carregar água na peneira a vida toda”.

 

A escrita poética se vale muito de metáforas, mas também a música popular e as histórias em prosa. A escrita poética não precisa necessariamente estar em versos rimados. A poesia de Manoel de Barros é feita em grande medida em versos livres ou em prosa poética, sem abandonar o jogo com a musicalidade e o ritmo da nossa língua.

 

Outra discussão interessante que o filme propõe é a discussão da infância sem brinquedos prontos, isto é, com brincadeiras e brinquedos criados pelas próprias crianças. O filme sugere brincadeiras com palavras que dependem apenas da imaginação. Será que para se divertir é preciso ter dinheiro? Qual a diferença entre brinquedos comprados e brinquedos construídos? O que é ser criança? 

3ª Etapa: Jogos de palavras que podem constituir a poesia

Cada criança pode escrever uma palavra em um papel, que será colocado em uma caixa. As crianças sorteiam as palavras e compõe poemas coletivamente. Elas mesmas farão uma relação entre as palavras da composição criada, ilustrando-a também. 

 

Pode-se também construir coletivamente um baralho de cartas com desenhos e palavras, que permitam jogos como: jogo da memória, mico preto, entre outros. O interessante é brincar com a relação entre as palavras e as imagens, como faz o tempo todo o curta-metragem: Como desenhamos as palavras? Como escrevemos as imagens? Como as regras podem ser transgredidas e reinventadas?

 

4ª Etapa: Arte – Música

Há várias canções para crianças, especialmente da dupla Palavra Cantada (já bastante conhecida de muitas crianças, composta por Paulo Tatit e Sandra Peres, veja os links em “para saber mais”), cujas letras são palavras soltas, brincando com a transgressão da lógica, tão divertida para as crianças. Exemplo, na canção Sopa, pergunta-se: 

 

O que é que tem na sopa do nenê? Feijão? Caminhão? 

 

Ou a canção Criança não Trabalha, que brinca com palavras soltas que representam a infância e suas brincadeiras, como no verso abaixo:

 

Giz, merthiolate, band-aid, sabão

Tênis, cadarço, almofada, colchão

Quebra-cabeça, boneca, peteca, botão, pega-pega, papel, papelão 

 

As crianças podem partir dessas canções e compor paródias, com outras palavras e brincadeiras.

 

5ª Etapa: O poeta Manoel de Barros

Seria interessante contar para as crianças quem foi Manoel de Barros, falecido recentemente, com quase 98 anos, assim como apresentar sua obra poética (ver indicações de links, no “para saber mais”).

Materiais Relacionados

1. O filme Histórias da unha do dedão do pé do fim do mundo, de Evandro Salles, com 8 minutos de duração. 

 
2. O poeta mato-grossense Manoel de Barros (1916-2014) é considerado um de nossos maiores poetas contemporâneos. Conheça sua biografia e alguns de seus livros, inclusive o que mais inspira o filme Memórias Inventadas, as infâncias de Manoel de Barros – editora Planeta, São Paulo/SP, 2010, nos links  
 
 
3. Márcio de Camillo musicou vários poemas de Manoel de Barros para crianças, resultando num espetáculo que tem circulado o Brasil. Saiba mais no site do Projeto Crianceiras 
 
4. Para saber mais sobre a dupla Palavra Cantada, composta pelos artistas Paulo Tatit e Sandra Peres, você pode conhecer seu site oficial, no link 
 
5. A poesia era definida pelo poeta José Paulo Paes como uma “brincadeira com as palavras”. Sua visão está bem representada especialmente em seu livro Poemas para Brincar e vários outros de sua autoria. Links para se conhecer mais sobre o poeta José Paulo Paes e seus poemas para crianças.
 
 
6. Em 1925, na França, no embalo do movimento surrealista, foi criado um jogo que recebeu o nome de Cadáver Esquisito. Nele, os participantes constroem coletivamente um poema surrealista, brincando com as palavras. Você poderá usar o filme para propor  esse criativo jogo, mais voltado para pré-adolescentes ou adolescentes. Para saber mais sobre o movimento, acesse os links
 
 
Esse mesmo jogo já foi transposto para imagens, como no link do Museu para Todos
 
 
 
Histórias da unha do dedão do pé do fim do mundo 
 
É com delicadeza e criatividade que Evandro Salles e Márcia Roth dirigem esta animação, baseada em poemas de Manoel de Barros. Num diálogo lúdico entre textos de Barros e desenhos de Salles, a animação vai construindo imagens e sentidos inusitados e poéticos por meio da brincadeira com as coisas e com as palavras.
 
FICHA TÈCNICA: 
 
Gênero: Animação  Direção e Desenho: Evandro Salles  Roteiro: Bianca Ramoneda Música, Composição e Interpretação: Tim Rescala  Voz: Isabela Mele Rescala  Animação e Direção de Arte: Márcia Roth Concepção e Produção: Lumen Argo Arte e Projeto  Duração: 8 min. País/Ano de Produção: Brasil, 2007.
 

 

Arquivos anexados

  1. Histórias da unha do dedão do pé do fim do mundo

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