Na zona do Chiado, em Lisboa, encontra-se uma das estátuas mais
famosas de Portugal, a do escritor Fernando Pessoa


 

Ousadia é o meu 2º nome. Com a mesma empolgação e determinação que todos os dias me levanto, seja em dias quentes ou frios, cansativos ou amenos, animadores ou estressantes. Me empolguei e ousei. No ano que se passou, em 2013, o site www.neteducacao.com.br se dispôs a premiar um educador brasileiro que mostrasse por meio de um relato o seu amor pela educação. Então, decidi contar sobre um projeto que coordenei em meados de 2013, onde houve o envolvimento de toda a EEEFM ”Afonso Cláudio", em especial meus alunos do EM dos turnos vespertino e noturno. FUI SELECIONADA e GANHEI UMA VIAGEM À LISBOA, além de poder participar do XXI Colóquio – O papel da Educação no Desenvolvimento.

Não tenho palavras para definir os meus dias após o 27 de novembro de 2013, quando soube que venci, até hoje. Mesmo passados tantos dias após a volta ao Brasil, ainda sonho com os lugares e as pessoas que visitei. Minha bagagem voltou entornada de emoção, conhecimento e cultura. Quando passo nas ruas, todos querem saber, visto que nossa cidade é interiorana e todos nos conhecemos. Também nas aulas que recomeçaram e de sala em sala tenho um repertório de perguntas a responder, e faço com muito entusiasmo. Quantos momentos bonitos que ficarão para sempre em minha memória.
 

Três dias de palestras no "XXI Colóquio – O papel da Educação no
Desenvolvimento"
 
Não posso me esquecer do quanto chorei e gargalhei com minha família, com meus amigos e com meus alunos nos momentos após o resultado e nos preparativos para a viagem: documentos, malas, recomendações, etc. Os dias que antecederam a viagem foram mal dormidos. Um misto de euforia e empolgação.
 
No dia 18 de janeiro, numa manhã quente de verão brasileiro, decolei de Vitória [ES] rumo à São Paulo. Em Guarulhos, representantes do NET Educação me esperavam. A recepção foi deliciosa. Conversamos por horas, lanchamos e à tardinha nos despedimos. Eles para mais um fim de domingo à espera de uma segunda-feira árdua no trabalho e eu para as férias em Lisboa. O primeiro sonho se concretizara: voar. Uma viagem sobre o Atlântico foi inexplicável. Em cima das nuvens, mais de 10 mil pés de altura, eu chorei e agradeci à Deus.
 
Bom, chorar de alegria foi o que mais fiz. Meu "calcanhar de Aquiles" é para coisas belas e inexplicáveis. Percorri por 15 dias as ruas de Lisboa e me atrevi a ir à Espanha: Madri e Guadalupe. Vi de paisagens bucólicas a lojas sofisticadas. Visitei inúmeros palácios, castelos e suas imediações. Vilas e cidades. Desfrutei de pratos deliciosos e bebidas típicas como os tradicionais pastéis de Belém e o vinho do Porto.
 

Passagem pela capital do país vizinho, Espanha
 
Conversei com portugueses, espanhóis, franceses, cabo-verdianos, angolanos, entre outros, além de trocarmos experiências e culturas. Fiz orações em catedrais, capelas mesquitas e sinagogas. Assisti aos shows de rua e de teatro. Estudei numa universidade secular e visitei outras. Viajei de avião, automóvel, metrô, comboio, trem, autobus, aerobus, teleférico, gôndolas, bicicleta, férreos, charretes e percorri muito, muito local a pé para respirar cada espaço, cada monumento, cada paisagem.
 
Incrível como uma educadora com tanta experiência, com tanto a ensinar, pode facilmente se colocar no “banco da sala de aula”. Ali eu fui aluna, ali eu aprendi e absorvi muita coisa. Estar aberto para tudo isso, para as experiências que vem é ser uma eterna aprendiz. E claro, de algum modo, com tudo isso, me fazer uma melhor educadora. Mesmo que a viagem não seja para tão longe. As possibilidades de aprendizado estão em todos os lugares.
 

Castelo de Alcobaça, localizado na sub-região do oeste de Portugal

 

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