É notável a angustia que a sociedade vem enfrentando devido mau uso que os jovens fazem das redes sociais. Percebia isto em relação aos alunos da EEF Senador Martiniano de Alencar, em Barbalha – CE. Trabalhei no Laboratório de Informática desta escola em 2011/2012 onde as redes sociais eram utilizadas na maioria das vezes para bullyng, pornografias, incentivo as drogas, entre outros. Preocupada com tal situação tracei métodos para ameniza-lá. Ah! E não esquecendo que o laboratório era usado para castigar aluno, quando este não deixava o professor dar aulas, jogos, Facebook ou para suprir a carência da falta de professor.

Aproveitava a ausência de professores e levava os alunos para o laboratório, tendo antes elaborado planos utilizando como metodologia o uso do Facebook. Deixava os alunos à vontade e em troca eles respondiam ou comentavam as questões que postava no Facebook. Era um verdadeiro fórum. A participação era de quase 100%. Se a disciplina era de Língua Portuguesa, geralmente utilizava tirinhas e a partir de então lançava as perguntas que poderia ser sobre verbo, substantivo, etc. Se era de geografia pedia para eles fazerem análises de imagens ou fazia perguntas da atualidade.

Certa vez aproveitei meus conhecimentos na área de geologia e paleontologia e falei sobre a riqueza fossilífera da região do Cariri. Postei imagens e estas despertou o interesse de um grupo de alunos do 7º ano que posteriormente me procuraram e perguntaram o que poderiam fazer como estudantes para divulgar estas riquezas para outras pessoas, então decidimos criar um facebook com o nome: RIQUEZAS PALEONTOLÓGICAS NO CARIRI. Esta pequena ação transformou-se em um grande projeto onde fizemos um levantamento das localidades que apresentavam potencialidades para o paleoturismo: Barbalha, Crato, Missão Velha, Jardim, Santana do Cariri e Nova Olinda.

A página criada facilitou o conhecimento mais aprofundado da região fazendo-se também despertar à preocupação pela preservação dos fósseis, que são fundamentais para o desenvolvimento do turismo paleontológico caririense. O Projeto foi apresentado em feiras de ciências, mostras de educação ambiental, foi tema de artigos de jornais e noticiários locais. Contudo, o trabalho só veio a ampliar o conhecimento dos alunos desta escola, desviando-os nas ações negativas que antes eram constantes. Mesmo longe, acompanho-os e percebo resultados positivos e confirmo que podemos utilizar as redes de forma pedagógica tornando a aulas dinâmicas.

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