O projeto Pé-de-Pincha, que trabalha pela preservação dos tracajás (espécie de quelônios), chegou a novas localidades na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Mamori. Este ano, além de Santo Antônio, a ação foi expandida para seis novas comunidades na região: Tracajá, Perpétuo Socorro, Pacatuba, Terra Alta, Araçá e Divino Espírito Santo, todas no estado do Amazonas.

Atualmente, o Pé-de-Pincha está na fase de eclosão dos ovos. Nos dias 21 e 22/11, a equipe da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), com o apoio da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema) e representantes do Instituto Claro e da população local, visitou a região para acompanhar o projeto.

Foto de Carlos Bueno, Camila Borges e Flávio Rodrigues em visita a uma das chocadeiras de tracajás no Mamori (AM)
Da esq. para a dir.: Carlos Bueno, consultor de sustentabilidade da Claro; Camila Borges, analista de sustentabilidade; e Flávio Rodrigues, gerente de responsabilidade social da Claro em visita a uma comunidade no Mamori (AM)

 

Na fase anterior, a equipe de pesquisadores da universidade, com o auxílio de moradores da região, resgatou os ovos depositados pelos tracajás adultos, com o objetivo de proteger os futuros filhotes da ação de predadores, caçadores e também do comércio ilegal dos ovos.

Foto de tracajás no momento da eclosão dos ovos
Momento de eclosão de tracajás na comunidade do Mamori (AM)

 

Coleta em Igapó Açú

Além do Mamori, outra comunidade atendida pelo projeto é a RDS Igapó Açu. Em agosto, foram coletados mais de 7 mil ovos, divididos entre as comunidades de São Sebastião do Igapó Açu e Nova Geração do Igapó Açu, localizadas no município de Borba (AM).

Foto de uma mulher coletando ovos de tracajás e colocando em uma caixa de isopor.
Fase de coleta de ovos na comunidade do Igapó Açú

 

As RDS são fiscalizadas por órgãos ambientais, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e, por serem regiões mais protegidas, possibilitam um número maior de ovos coletados.

Após a eclosão, os filhotes são analisados e colocados em tanques para crescerem protegidos e ganharem peso. A próxima etapa acontece em 2020, entre fevereiro e março, quando as comunidades se preparam para devolver os tracajás à natureza.

Além de prever a preservação desses animais, o Pé-de-Pincha conta também com trabalhos sociais para sensibilizar a população sobre causas relacionadas ao meio ambiente e atividades lúdicas que estimulam a educação ambiental para crianças.

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