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A agricultura familiar desempenha um papel central na sociedade. Segundo dados de 2017 do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), 70% dos alimentos que chegam à mesa da população são produzidos por pequenos e médios produtores. Porém, um dos grandes problemas nessa área é a desigualdade entre o ganho deles e o valor pago pelos consumidores nas grandes cidades. Isso acontece por conta dos intermediários, que acaba encarecendo o produto final.

Para melhorar essa situação, grupos têm buscado atuar na cadeia de produção e distribuição de alimentos, de forma a garantir que os agricultores sejam melhor remunerados, mantendo o preço acessível para os consumidores.

Uma dessas iniciativas é o Armazém do Campo. Localizado nos Campos Elísios, região central da cidade de São Paulo (SP), o estabelecimento oferece alimentos produzidos em assentamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

“Os agricultores, dentro dos assentamentos, se organizam de uma forma associativa e o Armazém do Campo cria essa demanda na cidade, o que permite que o agricultor receba um valor maior do que os atravessadores tradicionais pagam”, explica o coordenador da Cooperativa de Distribuição Terra e Liberdade, Vitor Chaves, responsável pela distribuição dos produtos em diferentes unidades da rede, que além da capital paulista possui lojas em Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ).

Para a pesquisadora do Centro de Estudos de Sustentabildade da Fundação Getúlio Vargas (FGC), Manuela Maluf Santos, esse é um modelo de consumo que vai além da questão comercial. “Quem vai comprar não está só preocupado com o preço, mas também com a origem, como está sendo tratado aquele fornecedor, e quem fornece encontra um canal mais qualificado, que valoriza a sua produção”, avalia.

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