A colaboração é considerada uma habilidade essencial para o século 21. Mas para desenvolvê-la entre os estudantes, também é necessário que os professores consigam apresentá-la em seu trabalho.  
 
“Sabemos que nossos alunos terão que ser pensadores críticos, solucionadores de problemas, comunicadores e colaborativos. Terão que trabalhar com pessoas de diferentes origens e perspectivas. Pois se os educadores são os indivíduos que os ajudarão a desenvolver tais habilidades, eles também precisam demonstrá-las em sua maneira de ensinar”, resume Anne Baldisseri, educadora da Avenues: The World School,  de São Paulo (SP).  
 
Outra razão para estimular a colaboração entre professores é que ela melhora a aprendizagem dos estudantes. Por meio do trabalho colaborativo, os educadores identificam e ampliam as práticas pedagógicas que funcionam. “Os membros de uma equipe se tornam dispostos a repensar o que fazem em sala de aula com base no trabalho do grupo. Veem-se como interdependentes”, descreve Anne.  
 
Conheça, a seguir, seis formas de melhorar o trabalho colaborativo entre professores, listadas pela profissional. 
 
Reuniões com foco na aprendizagem
As reuniões pedagógicas regulares focam, frequentemente, em assuntos não relacionados à aprendizagem dos alunos. “A mudança de enfoque desenvolve altos níveis de confiança entre os membros de um grupo de professores e permite conflitos produtivos em um ambiente seguro. E a confiança leva ao respeito mútuo”, ressalta. 
 
Sem medo de refletir sobre as práticas
Segundo Anne, a verdadeira colaboração requer mais do que cordialidade entre o grupo docente. É necessário, também, foco no desenvolvimento e no desempenho. “Significa ser capaz de falar com sinceridade e conseguir discordar construtivamente sobre a prática profissional”, destaca. 
 
Feedbacks são necessários 
O feedback construtivo é mais difícil falar e de ouvir. “O feedback consiste em compartilhar com outra pessoa o impacto de seu comportamento. Seu objetivo é ajudar este profissional a se tornar mais eficiente”, defende. “O feedback, porém, é mais valioso e formativo quando é nítido, confiável e executável”, completa.
 
Abra-se para as experiências do outro
Raramente, os professores se expõem às práticas pedagógicas dos outros docentes, apoiando-se nas suas próprias experiências profissionais. “Professores se veem como colegas vagamente conectados, agindo basicamente sozinhos ao tomarem decisões pedagógicas”, lembra a educadora. 
 
Protocolos estruturam o trabalho colaborativo
Um protocolo consiste em diretrizes estabelecidas para que uma conversa ocorra da melhor maneira possível. Eles garantem igualdade e equilíbrio ao abordar os problemas de cada pessoa. “Os protocolos promovem um espaço de escuta ativa e otimizam o pouco tempo disponível no cotidiano escolar. Por meio deles, torna-se seguro fazer perguntas complexas”, aponta. A educadora indica os protocolos em português disponíveis no site School Reform Iniciative  (www.schoolreforminitiative.org). 
 
Pluralidade de vozes
Em uma reunião, é natural que uns falem mais do que outros. Também não é necessário que todos opinem. Contudo, deve haver um esforço para colher pontos de vistas diversos antes de se tomar uma decisão. “É importante não deixar que algumas vozes dominem e outras se calem”, adverte a educadora. 
 
Vale adotar a regra que todos falem antes que qualquer pessoa tomar a palavra novamente; convidar aqueles que não se pronunciaram para fazer observações adicionais; ou pedir a opinião do professor que diverge da opinião predominante. 
 
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