No Brasil, 4,4% dos professores disseram já terem sido ameaçados por algum aluno, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2019. Além disso, em sete unidades da federação, foram verificados índices ainda mais altos: Acre, Goiás, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Roraima, São Paulo e Sergipe. Nesses estados, 5% ou mais reportaram ter sofrido ameaça.

Elaborada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a publicação possui um capítulo destinado à violência escolar. O documento utilizou dados produzidos a partir da consulta a diretores e professores na Avaliação Nacional de Rendimento Escolar (Prova Brasil 2017), realizada pelo Instituto de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC).

Quando questionados se já foram vítimas de algum atentado à vida, 1% respondeu afirmativamente, o que corresponde a 8.054 profissionais de educação. A proporção se apresentou mais elevada em Roraima (2,2%), Amazonas e Pará (ambos com 1,6%).

Além disso, 22.229 respondentes foram furtados no último ano (2,7% dos professores). Sobre o roubo, que envolve uso de violência, a pesquisa indica que 5.504 professores e diretores já foram vítimas, ou 0,7% do total.

Destaca-se, ainda, o fato de que 14,9% dos diretores assinalaram que “alunos frequentaram a escola portando armas brancas”. A proporção foi de 32,6% no Distrito Federal, 25,3% no Amapá e 24,3% em Goiás. Além disso, 2,3% dos diretores asseguram que “alunos frequentaram a escola portando armas de fogo”, alcançando 3,7% no Amapá, 3,5% em Sergipe e 3,4% em Goiás. O documento também cita outros fatores que interferem na segurança, como a claridade do lado de fora das escolas. Segundo a pesquisa, 54,6% delas situam-se em áreas com iluminação precária.

Veja mais:
Grupos de ajuda formados por estudantes podem contribuir para a prevenção da violência na escola
Pesquisadora aponta relação entre afetividade e violência na escola
Educação em direitos humanos combate desrespeito e violência nas escolas
Além de refletir agressões do entorno, escola também produz sua própria violência

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