Indicado na lista da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), “Claro Enigma” é o sétimo livro de poesia de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987). Publicado em 1951, ele conta com 41 poemas em um contexto de desencanto promovido pelo fim da Segunda Guerra Mundial e sob ameaça da bomba atômica. A obra é analisada pelo professor de literatura brasileira da Universidade de São Paulo (USP), Vagner Camilo, em um em um vídeo produzido pela TV USP.

“É o primeiro grande livro de poesia social depois de “Rosa do Povo”, que saiu em 1945. Acho que seus textos são uma espécie de leitura pelo avesso do anterior”, destaca o docente. “Ele desejou se manter distante dos passionais desse estilo. Pelo desencanto e melancolia, traduz conflito intelectual de esquerda no pós-guerra”, acrescenta.

Em “Claro Enigma”, Drummond também funda o conceito de “fazendeiro do ar”, que está vinculado a sua origem familiar, vinculada à agropecuária de Minas Gerais. “Ele continua de certo modo ligado aos valores da tradicional família mineira, de onde se origina, mas com os quais mantém uma relação de conflito”, contextualiza o docente.

Veja mais:
Drummond: Claro Enigma entra na lista de leituras exigidas pela Fuvest
Plano de aula Claro Enigma – Carlos Drummond de Andrade

Com TV USP

Crédito da imagem: print do vídeo

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