“Eu faço 50% do trabalho e o leitor faz os outros 50%,
que são sonhar, ver o cenário e o personagem como ele pensa.
É um exercício de imaginação muito grande ler”.
(Flávia Lins e Silva ao comentar a diferença entre a série na TV e nos livros)
Capas dos três livros lançados entre 2013 e 2016 
A personagem mais famosa da roteirista e escritora Flávia Lins e Silva é uma menina que viaja a vários cantos do mundo. Em seu Diário, Pilar narra as descobertas dos lugares que conhece por meio de uma rede mágica. “Diário de Pilar” chega ao 6º livro ainda este ano, quando a garota visitará a China. Autora dessa série e também da bem-sucedida “Detetives do prédio azul”, Flávia parece se inspirar em elementos de sua própria narrativa. Assim como Pilar, ela tem compartilhado as histórias que vive em outro país, só que nas páginas virtuais de um diário eletrônico.  Atualmente, a escritora está em Portugal e também utiliza uma rede – a internet – para se manter conectada com pais, alunos e professores.
Nesta edição do Livro Aberto, ela desvenda alguns mistérios dos inquietos protagonistas de  “Detetives do prédio azul” e revela de que forma eles têm inspirado crianças a se interessarem pela literatura. “É um leitor que já não é criancinha, mas ele ainda não tem uma fluência enorme de leitura (…) gosta da série, quer saber um pouco mais, porque os livros trazem casos que não estão na televisão”.
O estímulo à imaginação não para nos livros que escreve. Flávia mantém contato frequente com escolas. Nos encontros presenciais ou a distância (via Skype), promove experiências em que as crianças são convidadas a criar junto com a autora casos, personagens e pistas para as histórias que inventam.
Se algum detetive investigar o motivo que transformou Flávia em uma apaixonada pelas palavras, vai descobrir que a escritora cresceu em uma casa com muitos livros e estudou em uma escola que incentivava a leitura. Segundo ela, o gosto por narrativas misteriosas começou com “O Gênio do crime”, de João Carlos Marinho. Ainda na infância, apaixonou-se pela série “A Inspetora”, de Ganymedes José. Por volta dos 13 anos, já conhecia os livros de Agatha Christie.
No áudio, Flávia Lins e Silva fala sobre a peculiaridade de adaptar uma série pensada para TV em literatura, conta um pouco sobre cada um dos três livros já lançados da série “Os detetives do prédio azul” e lê trechos envolvendo as “Aventuras culinárias” de Pippo.
Flávia Lins e Silva em encontro com estudantes do Colégio São Domingos de Rana, em Portugal (Crédito: acervo pessoal)
 
Links:
– Siga o Diário de Pilar para saber mais sobre a obra de Flávia Lins e Silva.
– Veja o booktrailer do terceiro livro da série.
– Acompanhe uma matéria sobre os bastidores do filme dos pequenos detetives que chega aos cinemas em julho de 2017:
Créditos:
Todas as músicas utilizadas na edição do podcast integram a trilha sonora original da série de TV.

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