Conteúdos

– Leitura de símbolos e de signos
– Diferenciação de desenhos, números e letras
– Gênero textual bilhete

Objetivos

– Compreender diferenças entre escrita alfabética e outras formas gráficas
– Diferenciar símbolos (desenhos/grafismos) de signos (grafemas/letras)
– Ler e escrever coletivamente
– Identificar, ainda que inicialmente, as características do gênero textual bilhete

Série/Ano:
1º ano do ensino fundamental
Vale destacar que apesar da sugestão de atividade ser para o 1º ano, esse conteúdo pode ser retomado durante o 2º ano do ensino fundamental.

Previsão para aplicação:
3 aulas (50 minutos/aula)

1ª Etapa: Organizando um ambiente alfabetizador

Para iniciar as atividades, comece anotando na lousa a data, o dia da semana, o local, bem como dados acerca da rotina do dia, tais como conteúdos que serão trabalhados, se haverá atividade em algum outro local além da sala de aula. Lembre-se de organizar a aula como espaço alfabetizador, o que significa utilizar a linguagem a partir das diversas funções a que ela serve e como é utilizada nas práticas sociais.

Na sequência, diga aos alunos que eles precisam escrever um bilhete no caderno para dar algum informe aos pais. O bilhete pode versar sobre algum informe fortuito, ou se for necessário, crie a necessidade de escrita de um bilhete pontual. Fale para as crianças que você vai escrever o bilhete na lousa e que os alunos irão copiar, mas oriente que é para copiar apenas após você ter finalizado a escrita e dar o comando. Escreva na lousa de giz ou no quadro branco um bilhete que esteja escrito com letras, números e símbolos dispostos de modo aleatório, tal como:

Oh□y†u1alØç6qYLNMΘ3&ɸhAnᴪfgho81ΔafvrtKOP1wbn←jop∩ba◊.

Você pode dispor as letras, números e símbolos debaixo para cima, da direita para a esquerda e de outras formas variadas, as quais se diferenciam do sistema de escrita alfabética.

Ao finalizar a escrita, peça para os estudantes lerem em voz alta o “bilhete” que você escreveu; provavelmente, eles irão achar curiosa ou estranha a escrita da lousa, nesse momento, indague-os acerca do motivo do desconforto. Aproveite para sondar os estudantes que estão mais ou menos avançados na aprendizagem da leitura naquilo que se refere à diferenciação dos grafismos e dos grafemas. Nesse momento, questione os alunos acerca da escrita que eles veem grafada na lousa; faça questões sobre o que está escrito, quais sinais eles conseguem ver, quais eles reconhecem. Tente encaminhar a elaboração de hipóteses dos alunos para que eles consigam perceber que aquela disposição de letras, números e símbolos não permite a escrita de uma palavra, de uma frase e muito menos de um bilhete. Ajude-os a diferenciar símbolos de signos. Peça para que alguns alunos se dirijam à lousa para sublinhar ou demarcar dos itens registrados quais deles são as letras, quais são símbolos e quais são números. Ou então, peça para que eles apaguem inicialmente apenas o que é símbolo; na sequência, apenas o que é número e que deixem registradas apenas as letras.

2ª Etapa: Aprendendo sobre os bilhetes e sobre a escrita alfabética

Nessa etapa, você pode escrever na lousa de giz ou no quadro branco alguns modelos de bilhetes curtos para que os estudantes comparem a forma de escrita alfabética daquela que você apresentou. Anote novamente na lousa o bilhete que você escreveu com letras, números e símbolos aleatórios para que os estudantes comparem as duas formas de registro. Caso os alunos não façam essa comparação de modo espontâneo, encaminhe-os nesse sentido.

Aproveite e explique a respeito das funções que os bilhetes têm. Informe que os bilhetes são textos utilizados no cotidiano e que geralmente são breves. Eles têm caráter informativo e a estrutura é bastante livre, todavia há alguns elementos que precisam existir, como a presença do destinatário (alguém para quem se envia o bilhete), assim como de um remetente (aquele que envia o bilhete).

Além disso, a estrutura do bilhete é algo que deve ser abordada em sala de aula. Apesar de livre, o bilhete mantém algumas características em sua escrita, o que faz com que geralmente ele tenha o seguinte formato:

O nome do destinatário,
(Que é para quem o bilhete se destina)

Aqui se insere a mensagem que você quer passar.

Uma saudação.
(Geralmente é cordial ou afetuosa)

O nome do remetente.
(Aquele que escreveu a mensagem)
E a data.
(Grafada com números).

Além dessas demarcações relacionadas às características estruturais do bilhete, assim como sua função, retome e aprofunde questões importantes, sobre a presença da letra maiúscula no início das frases, o sentido de a escrita ser da esquerda para a direita e ela iniciar na margem. Ademais, retome a questão da presença de letras e de números – quando no registro de quantidades ou de datas – para a escrita de um texto.

Vocês podem decidir coletivamente sobre o que e o como irão escrever o bilhete. Seja o(a) escriba da turma e peça aos estudantes para que decidam e digam o que deve ser escrito no bilhete.

3ª Etapa: Escrevendo coletivamente um bilhete

Nessa etapa você deverá auxiliar os alunos naquilo que se refere à escrita de um bilhete. Lembre-se que nesse processo os estudantes precisam aprender a mecânica da escrita, para que possam compreender o processo de transformação de fonemas em grafemas. Auxilie os alunos questionando sobre as formas por meio das quais as palavras que eles querem escrever devem ser grafadas. Ademais, para essa etapa, você pode ensiná-los acerca das etapas na produção de um texto escrito, o que conta com planejamento, escrita e revisão. Lembre-se de apontar a necessidade de desenvolver a escuta atenta e de promover condições para que os estudantes comecem a perceber que há diferenças entre a fala e a escrita, assim como há entre os grafismos e os grafemas.

Materiais Relacionados

1) Para saber mais, consulte Alfabetização e letramento: caderno do professor (2005), de Magda Soares e Antônio Augusto Gomes Batista.

2) Você também pode acessar os conteúdos específicos acerca da Alfabetização na Base Nacional Comum Curricular (2018).

Arquivos anexados

  1. Plano de aula – A escrita alfabética e a produção de bilhetes

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